Filme bom é aquele que te leva pra dentro dele, e hoje fui agraciado com dois excelentes filmes que serão indicados por mim a todos amantes do cinema. Um foi O Solista (The Soloist) que narra a história real de um musico prodígio que teve aquilo q seria uma promissora carreira interrompida pela esquizofrenia, e Um Sonho Possível (The Blind Side) que também narra uma historia real, de um jovem abandonado por sua família desestruturada.
Ta, mais e ai. Os dois filmes coincidentemente fogem do clichê e prezam pela realidade, não se preocupa em agradar o telespectador com histórias de contos de fada, Um Sonho Possível tem um fim mais “adocicado”, porem não cai na mesmice, já O Solista é destinado a pessoas que gostam de refletir e se contentar com a felicidade da “vida real”.
Os dois filmes fazem com que olhemos as pessoas com outros olhos, não é um objeto, é uma pessoa, que tem uma vida, uma historia, tem ou teve uma família, e o mais importante tem sentimentos. Às vezes extravasados às vezes não, às vezes conscientemente, às vezes não, o fato é que o filme te faz olhar para as pessoas de forma diferente, ao invés de julgar, tente entender simplesmente, você vai ver que no final das contas você aprendera muito.
Acho que não convém falar dos atores que nos brindam com atuações estupendas, as histórias sobressaem.
O filme deixou pra mim a cima de tudo uma sensibilidade no olhar, olhar esse que esta recheado de compaixão e compreensão.
“O SER HUMANO PRECISA SER OUVIDO”
Espaço onde escreverei tudo aquilo que for oportuno a mim e a você. Escreverei textos publicitários, escreverei textos de diversas literaturas. Que tal uma carta, ou quem sabe criticas a diversas pessoas ou idéias. Escreverei desde as mazelas até as “inutilidades” que possam gerar alguma discussão, ou quem sabe passarei para escrever um discreto oi, o fato é que escreverei. Sejam bem vindos “escrevedores” ou escritores como queiram.
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domingo, 15 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Titulo
Não gosta de assuntos monótonos, fale sobre propaganda, suas multifacetas renderá um bom papo.
Uma das multifacetas usada na linguagem publicitária são as figuras de linguagens, que geram uma maneira diferente e inteligente de fazer propaganda, é a subjetividade no ápice da objetividade.
É nessa “brincadeira” de dizer o não dito que surgem as mais criativas propagandas que caem no gosto do povo, certas vezes se tornando sinônimo de alguma coisa, tal como a inesquecível propaganda da Brastemp, “não é assim uma Brastemp” se tornou um bordão e até hoje a frase é designada a fazer referencia a “excelente”. Tente imaginar essa propaganda feita do jeito tradicional, ficaria mais ou menos assim: “não é assim tão boa”, qual o jeito mais persuasivo de dizer ao consumidor que a marca dele é boa, a tradicional ou a metafórica; na propaganda não basta dizer, o como dizer é que faz a diferença.
A melhor forma de se medir a persuasão de uma propaganda é observar a repercussão gerada por ela, propaganda boa é propaganda comentada. Sendo assim com base na propaganda da Brastemp podemos considerar as figuras de linguagem uma forte aliada dos criativos publicitários.
Um dos fatores indicadores do retorno gerado a propaganda feita com subsídios de figuras de linguagem pode ser destinado à interatividade gerada por ela, o publico alvo não tão simplesmente recebe a mensagem, mais cabe a ele entender a subjetividade contida no anuncio. No dia seguinte todos querem ser o primeiro a fazer o trocadilho (figuras de linguagem) visto na nova propaganda, fazendo a comunicação boca-a boca e mais uma vez o produto/serviço esta na boca do povo.
Falando nisso, em relação ao “titulo” mencionado no topo da pagina, afinal de contas, é titulo de eleitor, titulo conquistado em alguma competição, não, é o titulo do artigo, esta foi mais uma forma criativa que encontrei para mostrar o poder das figuras de linguagem. Fim de papo.
Uma das multifacetas usada na linguagem publicitária são as figuras de linguagens, que geram uma maneira diferente e inteligente de fazer propaganda, é a subjetividade no ápice da objetividade.
É nessa “brincadeira” de dizer o não dito que surgem as mais criativas propagandas que caem no gosto do povo, certas vezes se tornando sinônimo de alguma coisa, tal como a inesquecível propaganda da Brastemp, “não é assim uma Brastemp” se tornou um bordão e até hoje a frase é designada a fazer referencia a “excelente”. Tente imaginar essa propaganda feita do jeito tradicional, ficaria mais ou menos assim: “não é assim tão boa”, qual o jeito mais persuasivo de dizer ao consumidor que a marca dele é boa, a tradicional ou a metafórica; na propaganda não basta dizer, o como dizer é que faz a diferença.
A melhor forma de se medir a persuasão de uma propaganda é observar a repercussão gerada por ela, propaganda boa é propaganda comentada. Sendo assim com base na propaganda da Brastemp podemos considerar as figuras de linguagem uma forte aliada dos criativos publicitários.
Um dos fatores indicadores do retorno gerado a propaganda feita com subsídios de figuras de linguagem pode ser destinado à interatividade gerada por ela, o publico alvo não tão simplesmente recebe a mensagem, mais cabe a ele entender a subjetividade contida no anuncio. No dia seguinte todos querem ser o primeiro a fazer o trocadilho (figuras de linguagem) visto na nova propaganda, fazendo a comunicação boca-a boca e mais uma vez o produto/serviço esta na boca do povo.
Falando nisso, em relação ao “titulo” mencionado no topo da pagina, afinal de contas, é titulo de eleitor, titulo conquistado em alguma competição, não, é o titulo do artigo, esta foi mais uma forma criativa que encontrei para mostrar o poder das figuras de linguagem. Fim de papo.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Oportunidades
A vida é feita de oportunidades, uau, que frase mais clichê.
Pois é cara pálida, clichê ou não, é fato, se todos assimilassem esta frase o mundo seria diferente, agora de “clichesista” também fui sensacionalista, porem, mais uma vez é verdade.
Oportunidades+aproveitamento = mudança.
Basta observar a conversa de pessoas “prá La” dos 20 anos (pessoas com um pingo de consciência) e notar as seguintes “faladas”... “poxa vida, porque eu não fiz isso, aquilo ou aquilo outro. Normalmente estas lamentações vêm acompanhadas de um mecanismo de defesa, jogando a culpa do não aproveitamento das oportunidades passadas em outras pessoas, principalmente nos pais. O quê?, encare a vida de frente e saiba que a oportunidade foi sua e ninguém poderia aproveitá-la por você, é claro que existem exceções.
E o pior ainda esta por vir, lamentações levam as pessoas a uma estagnação, como se a vida lhe desse apenas uma oportunidade, não!, a vida é feita de o-p-o-r-t-u-n-i-d-a-d-e-s , portanto pare de invejar a vida alheia e abrace as suas oportunidades.
Algumas oportunidades requer esforço, muito esforço, já algumas caem de bandeja, são raras, mais existem.
Portanto olhos abertos, ouvidos atentos, se não já foi.
“Talvez este texto seja uma oportunidade de você se ligar”
Pois é cara pálida, clichê ou não, é fato, se todos assimilassem esta frase o mundo seria diferente, agora de “clichesista” também fui sensacionalista, porem, mais uma vez é verdade.
Oportunidades+aproveitamento = mudança.
Basta observar a conversa de pessoas “prá La” dos 20 anos (pessoas com um pingo de consciência) e notar as seguintes “faladas”... “poxa vida, porque eu não fiz isso, aquilo ou aquilo outro. Normalmente estas lamentações vêm acompanhadas de um mecanismo de defesa, jogando a culpa do não aproveitamento das oportunidades passadas em outras pessoas, principalmente nos pais. O quê?, encare a vida de frente e saiba que a oportunidade foi sua e ninguém poderia aproveitá-la por você, é claro que existem exceções.
E o pior ainda esta por vir, lamentações levam as pessoas a uma estagnação, como se a vida lhe desse apenas uma oportunidade, não!, a vida é feita de o-p-o-r-t-u-n-i-d-a-d-e-s , portanto pare de invejar a vida alheia e abrace as suas oportunidades.
Algumas oportunidades requer esforço, muito esforço, já algumas caem de bandeja, são raras, mais existem.
Portanto olhos abertos, ouvidos atentos, se não já foi.
“Talvez este texto seja uma oportunidade de você se ligar”
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Origem- Analise do filme Guerra do Fogo
O filme representa as origens do homem, origens essa que evoluiu paulatinamente chegando ao presente estagio da evolução humana. Ajuda-nos entender o porquê de “certas coisas”, quer entender alguma coisa, vá à raiz, origem, como queira para descobrir tais conseqüências.
Desde o inicio o homem ocupou espaço de destaque, diferindo-se dos animais. Porem as diferenças não param, o curioso é quando o homem se difere de si próprio, exatamente, quando descobre que existem grupos, e estes grupos possuem características variadas, características essas que podemos entender hoje como cultura.
É sob essa diferenciação de grupos baseado numa descoberta magnífica (o fogo) que o filme se desenvolve, nos dando uma lição de vida.
Desde que o homem é homem ele é movido a novas descobertas, tudo para que viva melhor, algumas descobertas acontecem por acaso, outras através de um raciocínio incumbido a ele.
O mais fascinante dessa história é ver que o homem da antiguidade e o homem dos dias atuais seguem o “mesmo” parâmetro, claro que cada qual em seu contexto e prioridades. No filme um grupo vai atrás do fogo e novas técnicas que são de manuseio de grupos mais evoluídos, atualmente as pessoas estão sempre atrás de especializações (faculdades, cursos, intercâmbios, estágios etc) que lhe proporcionarão novos saberes e conseqüente uma vida melhor, e onde buscam, em grupos mais evoluídos, grupos estes que contextualizados aos dias de hoje pode-se citar como exemplo os Estados Unidos, quantas pessoas sonham em estudar na “America”.
Importante observar a sociedade moderna e ver que o homem é um ser que produtivo, e toda produção por ele concebida gera traços e características culturais que constantemente se transformam e são mescladas. Como exemplo pode- se citar o Brasil e suas variedades de culturas geradas por pessoas de diferentes nações que aqui habitam. A tecnologia é fomentada dia-a-dia, fazendo com que o homem nunca se sinta satisfeito, sempre almejando maiores “facilidades”, assim como o homem primitivo.
O que vale ressaltar é a dinamicidade do saber humano através de sua origem e entender que este circula virtuoso do saber tende a não parar, a realidade humana não é fixa, a tendência é que a novidade de hoje seja diminuída pela novidade do amanha e assim sucessivamente.
Desde o inicio o homem ocupou espaço de destaque, diferindo-se dos animais. Porem as diferenças não param, o curioso é quando o homem se difere de si próprio, exatamente, quando descobre que existem grupos, e estes grupos possuem características variadas, características essas que podemos entender hoje como cultura.
É sob essa diferenciação de grupos baseado numa descoberta magnífica (o fogo) que o filme se desenvolve, nos dando uma lição de vida.
Desde que o homem é homem ele é movido a novas descobertas, tudo para que viva melhor, algumas descobertas acontecem por acaso, outras através de um raciocínio incumbido a ele.
O mais fascinante dessa história é ver que o homem da antiguidade e o homem dos dias atuais seguem o “mesmo” parâmetro, claro que cada qual em seu contexto e prioridades. No filme um grupo vai atrás do fogo e novas técnicas que são de manuseio de grupos mais evoluídos, atualmente as pessoas estão sempre atrás de especializações (faculdades, cursos, intercâmbios, estágios etc) que lhe proporcionarão novos saberes e conseqüente uma vida melhor, e onde buscam, em grupos mais evoluídos, grupos estes que contextualizados aos dias de hoje pode-se citar como exemplo os Estados Unidos, quantas pessoas sonham em estudar na “America”.
Importante observar a sociedade moderna e ver que o homem é um ser que produtivo, e toda produção por ele concebida gera traços e características culturais que constantemente se transformam e são mescladas. Como exemplo pode- se citar o Brasil e suas variedades de culturas geradas por pessoas de diferentes nações que aqui habitam. A tecnologia é fomentada dia-a-dia, fazendo com que o homem nunca se sinta satisfeito, sempre almejando maiores “facilidades”, assim como o homem primitivo.
O que vale ressaltar é a dinamicidade do saber humano através de sua origem e entender que este circula virtuoso do saber tende a não parar, a realidade humana não é fixa, a tendência é que a novidade de hoje seja diminuída pela novidade do amanha e assim sucessivamente.
Case Devassa Bem Loura
O grupo Schincariol com a missão de inserir uma nova cerveja no mercado (Devassa bem Loura) e deixar o regionalismo (Sudeste) onde a cerveja Devassa só era encontrada nos bares Devassa, baseou-se numa tática que deu o que falar.
Para que a tática obtivesse sucesso o planejamento começou a ser executado seis meses antes de alcançar seu publico. Desde o inicio o planejamento foi voltado à internet como mídia principal, e o curioso, este posicionamento partiu do anunciante e não da agencia, o que mostra a evolução do anunciante.
A utilização da internet nessa campanha foi tão madura, que houve todo um planejamento de mídia especialmente para esse meio: Adaptação do comercial, revisão do cronograma de mídia etc.
Começaram a campanha/tática com um teaser, mas ele devia ter uma força muito grande na televisão para atiçar a curiosidade do público. Nesse teaser, de 30 segundos que foi ao ar durante quatro dias no horário nobre da TV Globo, e na reta final do Big Brother Brasil 10, aparecia uma mulher muito sensual dançando em seu apartamento e sendo espiada pelas pessoas na rua. Mas era tão teaser que sequer dava a entender que era um filme de cerveja.
Ele aguçava a curiosidade das pessoas em querer saber quem era a mulher sensual, já que seu rosto não aparecia no filme e “convidava” aos telespectadores para ir ao hot site da campanha “www.bemmisteriosa.com.br”.
Nesse site, existia uma fechadura, que estava bem pequena. Essa fechadura ia se abrindo, para revelar quem era a tal mulher misteriosa de acordo com o número de tweets dos internautas com a hashtag #bemmisteriosa. Eles induziram os curiosos a divulgar a campanha, e quanto mais tweets, mais a fechadura se abria, revelando a mulher sensual.
O #bemmisteriosa entrou nos “Trendy Topics Brazil” (no twitter) nas primeiras 12 horas de divulgação da campanha na televisão, que é a maior prova de crossmidia que eles poderiam conseguir. O site não foi divulgado em nenhuma plataforma digital, apenas no teaser da televisão.
Após quatro dias de burburinho em torno da campanha e pessoas já irritadas querendo saber quem era a mulher misteriosa, divulgou-se então, Paris Hilton, a estrela da campanha Devassa. Uma escolha extremamente feliz da direção de arte, pois a figura da Paris Hilton foi muito bem aceita à proposta da campanha, devido ao seu conhecido comportamento pessoal extravagante.
Porem “imprevistos” acontece e logo a campanha foi alvo do Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) com dois processos. Um dos processos, que analisa a campanha como um todo, foi aberto depois de denúncia de consumidor que se sentiu atingido pelo que considerou desrespeito moral ao expor mulheres de maneira excessivamente sensual O outro foi aberto diretamente pelo Conar diz respeito à campanha na internet. Na avaliação inicial do conselho, a ação incentivava o consumo da cerveja, o que também é proibido pelo código.
Mas acontece que “aquilo” que poderia ser o fracasso da tática, não era “tão imprevisto” assim. A agencia já havia planejado uma possível “reclamação” devido ao forte apelo sensual da campanha e estavam preparados com um outro vídeo, sem as cenas sensuais de Paris Hilton e uma tarja preta que teve uma conotação bem irônica nos seios da boneca que ilustra o copo e o rótulo da Devassa.
O narrador desse novo comercial convidava os telespectadores que quisessem rever o antigo comercial, a acessarem o site da Devassa na internet, pois lá estava o conteúdo na íntegra.
A remoção do comercial em pleno auge da campanha só fez o burburinho em torno dela aumentar. Nessa mesma época, Paris Hilton veio ao Brasil para o camarote da Devassa no carnaval do Rio de Janeiro e que fortaleceu ainda mais a campanha e gerou uma quantidade enorme de mídia espontânea para a marca.
O que era pra ser uma punição acabou se tornando uma grande oportunidade, pois quem ainda não tinha visto o comercial na íntegra, ficou curioso e foi procurar na internet tornando este, um case de sucesso das mídias digitais.
“Pronto”, o mistério havia acabado, a punição do Conar já tinha ajudado ainda mais a elevar a marca e a missão alcançada, a Devassa que outrora era conhecida somente na região sudeste “agora” é conhecida nacionalmente.
Porem de nada adianta fazer sucesso e não fazer a manutenção do mesmo, começou então toda uma campanha normal, com revista, mídia digital “normal” (banners etc), rádio e televisão. Adjunto a manutenção agrega-se a visão que é “bater de frente” e partilhar do concorrido mercado nacional de cervejas, com concorrentes de peso, tal como, Brahma, Skol e Antártica, porem com a vantagem de contar com três marcas: a Nova Schin, Cintra e Devassa.
Parecer Critico
Com certeza foi um dos melhores cases já visto no Brasil, todo planejamento muito detalhado, tal como, a previsão dos processos do Conar, a inteligência em usar a rede social (twitter) na “dosagem” certa. Não só o twitter, mas todas as mídias usadas foram cuidadosamente equilibradas, não se tornando repetitiva e cansativa ao publico, mas sim gerando curiosidade e principalmente a interatividade com o publico, o que é indispensável para que se alcance um objetivo em comunicação.
De concreto é que se sabe é que em 2010 a Devassa pretende repetir o sucesso de 2009 em crescimento, nenhum numero foi divulgado, mais afirma ter crescido dois dígitos.
Foi um conjunto de alto investimento em marketing e propaganda, planejamento e criatividade, fazendo com que tudo parecesse simples porem muitos disseram “como não pensei nisso” a famosa inveja saudável, e o melhor, tática bem sucedida, missão cumprida e visão no caminho certo.
Para que a tática obtivesse sucesso o planejamento começou a ser executado seis meses antes de alcançar seu publico. Desde o inicio o planejamento foi voltado à internet como mídia principal, e o curioso, este posicionamento partiu do anunciante e não da agencia, o que mostra a evolução do anunciante.
A utilização da internet nessa campanha foi tão madura, que houve todo um planejamento de mídia especialmente para esse meio: Adaptação do comercial, revisão do cronograma de mídia etc.
Começaram a campanha/tática com um teaser, mas ele devia ter uma força muito grande na televisão para atiçar a curiosidade do público. Nesse teaser, de 30 segundos que foi ao ar durante quatro dias no horário nobre da TV Globo, e na reta final do Big Brother Brasil 10, aparecia uma mulher muito sensual dançando em seu apartamento e sendo espiada pelas pessoas na rua. Mas era tão teaser que sequer dava a entender que era um filme de cerveja.
Ele aguçava a curiosidade das pessoas em querer saber quem era a mulher sensual, já que seu rosto não aparecia no filme e “convidava” aos telespectadores para ir ao hot site da campanha “www.bemmisteriosa.com.br”.
Nesse site, existia uma fechadura, que estava bem pequena. Essa fechadura ia se abrindo, para revelar quem era a tal mulher misteriosa de acordo com o número de tweets dos internautas com a hashtag #bemmisteriosa. Eles induziram os curiosos a divulgar a campanha, e quanto mais tweets, mais a fechadura se abria, revelando a mulher sensual.
O #bemmisteriosa entrou nos “Trendy Topics Brazil” (no twitter) nas primeiras 12 horas de divulgação da campanha na televisão, que é a maior prova de crossmidia que eles poderiam conseguir. O site não foi divulgado em nenhuma plataforma digital, apenas no teaser da televisão.
Após quatro dias de burburinho em torno da campanha e pessoas já irritadas querendo saber quem era a mulher misteriosa, divulgou-se então, Paris Hilton, a estrela da campanha Devassa. Uma escolha extremamente feliz da direção de arte, pois a figura da Paris Hilton foi muito bem aceita à proposta da campanha, devido ao seu conhecido comportamento pessoal extravagante.
Porem “imprevistos” acontece e logo a campanha foi alvo do Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) com dois processos. Um dos processos, que analisa a campanha como um todo, foi aberto depois de denúncia de consumidor que se sentiu atingido pelo que considerou desrespeito moral ao expor mulheres de maneira excessivamente sensual O outro foi aberto diretamente pelo Conar diz respeito à campanha na internet. Na avaliação inicial do conselho, a ação incentivava o consumo da cerveja, o que também é proibido pelo código.
Mas acontece que “aquilo” que poderia ser o fracasso da tática, não era “tão imprevisto” assim. A agencia já havia planejado uma possível “reclamação” devido ao forte apelo sensual da campanha e estavam preparados com um outro vídeo, sem as cenas sensuais de Paris Hilton e uma tarja preta que teve uma conotação bem irônica nos seios da boneca que ilustra o copo e o rótulo da Devassa.
O narrador desse novo comercial convidava os telespectadores que quisessem rever o antigo comercial, a acessarem o site da Devassa na internet, pois lá estava o conteúdo na íntegra.
A remoção do comercial em pleno auge da campanha só fez o burburinho em torno dela aumentar. Nessa mesma época, Paris Hilton veio ao Brasil para o camarote da Devassa no carnaval do Rio de Janeiro e que fortaleceu ainda mais a campanha e gerou uma quantidade enorme de mídia espontânea para a marca.
O que era pra ser uma punição acabou se tornando uma grande oportunidade, pois quem ainda não tinha visto o comercial na íntegra, ficou curioso e foi procurar na internet tornando este, um case de sucesso das mídias digitais.
“Pronto”, o mistério havia acabado, a punição do Conar já tinha ajudado ainda mais a elevar a marca e a missão alcançada, a Devassa que outrora era conhecida somente na região sudeste “agora” é conhecida nacionalmente.
Porem de nada adianta fazer sucesso e não fazer a manutenção do mesmo, começou então toda uma campanha normal, com revista, mídia digital “normal” (banners etc), rádio e televisão. Adjunto a manutenção agrega-se a visão que é “bater de frente” e partilhar do concorrido mercado nacional de cervejas, com concorrentes de peso, tal como, Brahma, Skol e Antártica, porem com a vantagem de contar com três marcas: a Nova Schin, Cintra e Devassa.
Parecer Critico
Com certeza foi um dos melhores cases já visto no Brasil, todo planejamento muito detalhado, tal como, a previsão dos processos do Conar, a inteligência em usar a rede social (twitter) na “dosagem” certa. Não só o twitter, mas todas as mídias usadas foram cuidadosamente equilibradas, não se tornando repetitiva e cansativa ao publico, mas sim gerando curiosidade e principalmente a interatividade com o publico, o que é indispensável para que se alcance um objetivo em comunicação.
De concreto é que se sabe é que em 2010 a Devassa pretende repetir o sucesso de 2009 em crescimento, nenhum numero foi divulgado, mais afirma ter crescido dois dígitos.
Foi um conjunto de alto investimento em marketing e propaganda, planejamento e criatividade, fazendo com que tudo parecesse simples porem muitos disseram “como não pensei nisso” a famosa inveja saudável, e o melhor, tática bem sucedida, missão cumprida e visão no caminho certo.
O bem feito soa extravagante
É bem verdade que se formos parar e pensar, deixando de lado todo nosso lado emocional, se tornando totalmente racional chegaremos ao senso comum de que a linguagem publicitária realmente é um tanto quanto extravagante, hiperbólica dentre outros adjetivos que podem soar como sinônimo. Mais quem foi que disse que só de racionalidade se forma o intelecto humano, viva as emoções, como diria o rei Roberto Carlos numa de suas canções “se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi”.
O problema é que no embalo deste grande segmento que é a publicidade, algumas pessoas tentam pegar carona na repercussão alheia e fazem criticas de forma exagerada, assim como o egocêntrico autor, Oliviero Toscani que diz em seu livro “[...] A publicidade é um cadáver perfumado. Sempre se diz a respeito dos defuntos: ‘Ele está bem-conservado, parece até que sorri”.
Ora, o engenheiro executa seu trabalho perfeitamente, elabora construções esplendidas, o médico salva vidas, tal como outras profissões, porque não soa extravagante, estão no exercício de sua profissão e querem fazer o melhor de si, tal como o publicitário.
Cada segmento profissional faz uso de suas técnicas e habilidades, o objetivo do publicitário é divulgar um produto/serviço/marca através de técnicas que demonstrem que o produto “A” tem algumas vantagens que o produto “B” não tem, isso não é crime.
Vivemos numa sociedade capitalista, e as pessoas têm a necessidade de comprar incutida em sua formação, quem disse que o “mundo” capitalista é lindo, mais já que estamos inclusos nele, temos que nos adequar ao sistema, cada qual na sua individualidade estipulando um foco e limites para que tenhamos uma vida agradável.
Fico a pensar se a linguagem publicitária fosse simples, ou seja, apresentando apenas a informação nua e crua, o que diriam os críticos, talvez dissessem “A publicidade é uma profissão marginalizada, não existe qualidade no serviço destes profissionais”.
Quando vemos a propaganda de um produto, onde são destrinchadas todas as suas qualidades, não entenda como enganação, ou como dizem por aí “publicidade enganosa”, nada mais que um processo, onde o “anunciante” investiu em matéria-prima, mão de obra de um produto que a sociedade necessita, sendo assim, o anunciante necessita dizer que tem este produto, mais não basta dizer, tem que saber como dizer, ai entra o trabalho dos “malvados” publicitários que dirão tudo de forma eficaz. Tudo bem, Red Bull não te dará asas, deixe de dormir e fique a base de energéticos, e você verá que nenhum energético substitui um bom sono, porém naqueles dias onde você não dormiu o necessário o Red Bull pode estimular o teu organismo, fazendo com que você se sinta melhor. Diriam os críticos neste caso “onde entram as asas anunciadas no produto”, ora, isso é subestimar a inteligência das pessoas.
A base de tudo na vida é o respeito, quando a critica, que seja construtiva, de forma que venha acrescentar algo, sempre com uma postura integra e ética, com embasamentos fortes capaz de ser sustentado quando questionado, a publicidade como todas as outras profissões requer empenho e dedicação, sendo assim, deixemos de ser hipócritas e sejamos autênticos.
O problema é que no embalo deste grande segmento que é a publicidade, algumas pessoas tentam pegar carona na repercussão alheia e fazem criticas de forma exagerada, assim como o egocêntrico autor, Oliviero Toscani que diz em seu livro “[...] A publicidade é um cadáver perfumado. Sempre se diz a respeito dos defuntos: ‘Ele está bem-conservado, parece até que sorri”.
Ora, o engenheiro executa seu trabalho perfeitamente, elabora construções esplendidas, o médico salva vidas, tal como outras profissões, porque não soa extravagante, estão no exercício de sua profissão e querem fazer o melhor de si, tal como o publicitário.
Cada segmento profissional faz uso de suas técnicas e habilidades, o objetivo do publicitário é divulgar um produto/serviço/marca através de técnicas que demonstrem que o produto “A” tem algumas vantagens que o produto “B” não tem, isso não é crime.
Vivemos numa sociedade capitalista, e as pessoas têm a necessidade de comprar incutida em sua formação, quem disse que o “mundo” capitalista é lindo, mais já que estamos inclusos nele, temos que nos adequar ao sistema, cada qual na sua individualidade estipulando um foco e limites para que tenhamos uma vida agradável.
Fico a pensar se a linguagem publicitária fosse simples, ou seja, apresentando apenas a informação nua e crua, o que diriam os críticos, talvez dissessem “A publicidade é uma profissão marginalizada, não existe qualidade no serviço destes profissionais”.
Quando vemos a propaganda de um produto, onde são destrinchadas todas as suas qualidades, não entenda como enganação, ou como dizem por aí “publicidade enganosa”, nada mais que um processo, onde o “anunciante” investiu em matéria-prima, mão de obra de um produto que a sociedade necessita, sendo assim, o anunciante necessita dizer que tem este produto, mais não basta dizer, tem que saber como dizer, ai entra o trabalho dos “malvados” publicitários que dirão tudo de forma eficaz. Tudo bem, Red Bull não te dará asas, deixe de dormir e fique a base de energéticos, e você verá que nenhum energético substitui um bom sono, porém naqueles dias onde você não dormiu o necessário o Red Bull pode estimular o teu organismo, fazendo com que você se sinta melhor. Diriam os críticos neste caso “onde entram as asas anunciadas no produto”, ora, isso é subestimar a inteligência das pessoas.
A base de tudo na vida é o respeito, quando a critica, que seja construtiva, de forma que venha acrescentar algo, sempre com uma postura integra e ética, com embasamentos fortes capaz de ser sustentado quando questionado, a publicidade como todas as outras profissões requer empenho e dedicação, sendo assim, deixemos de ser hipócritas e sejamos autênticos.
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